Tem ou não tem vírgula?
Você já teve dúvidas a respeito do uso da nossa pequena? Ela trabalha, viu! É cheia de funções.😅😆
🚨Antes de tudo, é imprescindível lembrar que a vírgula não serve para respirar! Sim, ela serve para uma pausa no momento da leitura, mas nunca para respirar.
Entre as suas funções estão: separar, isolar, deslocar, especificar, listar, omitir e ratificar.
Vamos ver isso!💪🏾
📌Vocativo (chamamento):
- Oi, Ana!
- Ana, você foi ao médico?
- Então, Ana, onde estão os cachorros?
📝Nesses exemplos, “Ana” funciona como chamamento. Lembre-se: o vocativo sempre deve ser isolado por vírgula.
📌Aposto (Explicação ou especiação)
- Charles, meu namorado, é americano.
- Ana Margarida, vizinha da minha avó, faleceu.
📝Nesses casos, as vírgulas isolam o aposto.
📌Deslocar:
- À noite, João gosta de ouvir histórias de terror.
- Quando escuta Rick Nelson, Thomaz fica emocionado.
📝Nesses casos, as vírgulas separam os marcadores de tempo e de momento — na gramática, chamamos de adjuntos adverbiais temporais. Além disso, vale ressaltar que esses adjuntos estão deslocados, uma vez que eles deveriam estar no final das frases: João gosta de ouvir histórias de terror à noite e Thomaz fica emocionado quando escuta Rick Nelson. Como estão descolados, eles precisam ser isolados por vírgulas.
📌Separa data e lugar:
- Bahia, 12 de dezembro de 2009
- Brasília, 15 de janeiro de 2024
📝A vírgula foi usada para separar a data da localidade.
📌 Ratificar/explicar:
- Português é, de fato, uma matéria fácil.
- A vírgula, realmente, ocupa muitas funções.
- Sou inteligente e tenho motivação, ou seja, consigo realizar meus objetivos.
- Aprender é uma tarefa enriquecedora, isto é, promotora de conhecimento.
📝Nesses casos, nossa pequena trabalhadora ratificou (de fato e realmente) e explicou (ou seja e isto é).
📌Listar:
- Vou ao supermercado comprar batatas, cenouras, tomate e alface.
- A professora solicitou aos pais folha sulfite, lápis de cor, canetinhas e giz de cera.
📝Nesses casos, o emprego da vírgula foi necessário para separar listas.
📌 Separar orações coordenadas:
- Mary Lou cantou, mas ninguém gostou da música.
- Ninguém compareceu à aula, pois o tempo estava chuvoso.
- No entanto, ninguém compareceu à reunião.
📝Nesses casos, a vírgula foi usada para separar orações coordenadas (orações independentes). Entenda: “Mary Lou cantou” — essa é a primeira oração, já que apresenta o primeiro verbo (cantou). “Mas ninguém gostou da música” — é a segunda oração, ao apresentar o segundo verbo (gostou). Basicamente, orações são sentenças que apresentam verbos. Nesses exemplos, são orações coordenadas porque, se estiverem sozinhas, ainda possuem sentido.
📌Separar orações subordinadas adverbiais:
- À medida que estudamos, aprendemos mais.
- Porque estava doente, não foi à aula.
📝Nos casos exemplificados, as vírgulas separam as orações subordinadas adverbiais. Vale ressaltar que são chamadas de subordinadas porque dependem da primeira oração para fazer sentido: “aprendemos mais” é a oração principal e, sem ela, a oração subordinada proporcional “à medida que estudamos” não teria sentido. Nossa pequena separa orações subordinadas quando estão no início da oração.
📌 Palavras repetidas:
- Já, já chego aí.
- Não, não.
📝Nesses pequenos exemplos, as vírgulas separam as palavras repetidas.
📌Separar advérbios de afirmação ou negação:
- Sim, vou à festa.
- Não, eu vou fazer do meu jeito.
📝Nesses exemplos, as vírgulas foram empregadas para separar os advérbios (palavras que podem modificar o sentido).
📌Separar interjeições:
- Você vai à festa, né?
- Quando você vem aqui, hein?
📝Nesses exemplos, as vírgulas foram empregadas para separar as interjeições (palavras que exprimem emoções).
📌Omitir:
- João gosta de ouvir rock; Maria, samba.
- Matheus prefere ver séries a ouvir músicas; Heitor, músicas a séries.
Nesses exemplos, as vírgulas omitiram verbos. Na primeira, omitiu o verbo “gostar”; na segunda, o verbo “preferir”.
⏱️Vamos treinar!
Coloque vírgulas nas frases:
- Boa noite amigo!
- Quando o cantor iniciou o show os telespectadores desligaram os celulares.
- Já já a comitiva irá passar.
- São Paulo 11 de janeiro 1999
- Se você falar muito ninguém entenderá nada.
- Não não quero esse!
- O professor de fato explica muito bem.
- Preciso comprar uma massa de bolo um refrigerante e um pacote de açúcar.
- Paulo professor de matemática parecia preocupado.
- Não temos dinheiro mas temos muito amor.
- Os cristãos confiam em Deus; os judeus em Javé.
- Você vem hoje né?

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